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Empresário está com dívidas? Saiba como proteger e reestruturar suas dívidas bancárias

  • Foto do escritor: Bruno Naide Lopes Gomes
    Bruno Naide Lopes Gomes
  • há 25 minutos
  • 4 min de leitura
empresários dividas

O cenário empreendedor no Brasil é repleto de desafios. Muitas vezes, o que começa como um fôlego de caixa necessário transforma-se em uma bola de neve de juros, taxas e pressões por parte das instituições financeiras.


Para o empresário, a dívida bancária não é apenas um número no balanço; é uma ameaça real à continuidade do negócio, ao patrimônio familiar e à saúde mental.


Neste artigo, vamos desvendar os bastidores do sistema bancário, os riscos das renegociações precipitadas e como o Direito Bancário especializado atua para reequilibrar o jogo entre o banco e o empresário.


1. A Anatomia da Dívida Bancária Empresarial


As dívidas bancárias geralmente se originam de modalidades que, à primeira vista, parecem soluções rápidas, mas escondem armadilhas contratuais:


  • Capital de Giro: Empréstimos destinados à operação, muitas vezes com garantias reais (imóveis) ou fidejussórias (aval dos sócios).

  • Cheque Especial e Conta Garantida: As taxas mais altas do mercado, que consomem o lucro da empresa em poucos dias.

  • Antecipação de Recebíveis: A venda do futuro da empresa para cobrir o presente, frequentemente com taxas de deságio abusivas.

  • Cédulas de Crédito Bancário (CCB): Títulos executivos que permitem ao banco uma cobrança muito mais célere judicialmente.


O primeiro passo para o empresário é entender que o banco não é seu sócio. O banco é um fornecedor de capital que, em momentos de crise, priorizará a recuperação do crédito de forma agressiva.


2. O Perigo das Renegociações Diretas com o Banco


Quando o empresário percebe que não conseguirá honrar as parcelas, a primeira reação é procurar o gerente. No entanto, a renegociação feita "no balcão" do banco costuma ser o "beijo da morte" para a empresa por três motivos principais:


A Novação da Dívida


Ao assinar um novo contrato de renegociação, ocorre frequentemente a novação. Isso significa que a dívida antiga é extinta e uma nova é criada. O perigo? Você pode estar confessando juros abusivos e ilegalidades do contrato anterior, tornando quase impossível questioná-los judicialmente depois.


O Reforço de Garantias


O banco raramente renegocia sem pedir algo em troca. É comum exigirem que o empresário coloque sua residência ou bens da família como garantia em uma dívida que antes era "limpa".


Carências Ilusórias

O banco oferece 3 ou 6 meses de carência, mas capitaliza juros sobre juros durante esse período. Quando o empresário volta a pagar, o saldo devedor está muito maior do que antes da "ajuda".


3. As Ações Judiciais que o Banco pode Ajuizar


Entender o arsenal do banco é fundamental para preparar a defesa. As principais medidas são:


  1. Ação de Execução de Título Extrajudicial: Baseada em contratos como a CCB. Aqui, o banco não quer discutir a dívida, ele quer bens. O prazo para defesa é curto e o risco de bloqueio de contas (SisbaJud) é imediato.

  2. Ação Monitória: Quando o documento da dívida não tem todos os requisitos de um título executivo, mas prova a relação creditória.

  3. Ação de Busca e Apreensão: Comum em financiamentos de veículos e frotas (alienação fiduciária).

  4. Reintegração de Posse: Utilizada em contratos de Leasing.


4. Principais Irregularidades nos Contratos Bancários


A boa notícia para o empresário é que a maioria dos contratos bancários brasileiros contém abusividades que podem ser revisadas. No Naide Wolut Advogados, identificamos padrões frequentes:


  • Juros Remuneratórios Acima da Taxa Média de Mercado: Embora não haja um teto fixo de 12% ao ano, o STJ entende que taxas que extrapolam consideravelmente a média divulgada pelo Banco Central para a mesma modalidade e época são abusivas.

  • Capitalização Composta de Juros (Anatocismo): A cobrança de juros sobre juros. Em muitos casos, se não houver previsão contratual expressa e clara, essa prática é ilegal.

  • Tarifas Disfarçadas: Taxas de abertura de crédito (TAC), tarifas de emissão de boleto ou seguros "venda casada" que inflam o Custo Efetivo Total (CET).

  • Comissão de Permanência Cumulada: É ilegal cobrar comissão de permanência junto com multa contratual e juros de mora.


5. Como o Especialista em Direito Bancário Protege sua Empresa


O papel do advogado especializado não é apenas "ganhar tempo", mas sim estancar o sangramento financeiro e buscar o valor justo da dívida. As estratégias incluem:


Ações Revisionais Estratégicas


Questionamos as cláusulas abusivas, buscando reduzir o saldo devedor real. Muitas vezes, uma dívida de R$ 500 mil, após a retirada de encargos ilegais, cai para R$ 300 mil.


Embargos à Execução e Impugnações


Quando o banco entra com a ação, utilizamos os Embargos para apontar erros no cálculo do banco, impenhorabilidade de bens (como a sede da empresa em certos casos ou ferramentas de trabalho) e falta de liquidez do título.


Proteção Patrimonial e Blindagem


Análise legal para proteger os bens dos sócios, evitando que a desconsideração da personalidade jurídica atinja o patrimônio conquistado ao longo de uma vida.


Negociação Judicial e Extrajudicial Qualificada


Diferente da conversa com o gerente, a negociação conduzida por um advogado utiliza o risco jurídico como moeda de troca. O banco, percebendo que a demanda pode durar anos e que ele pode perder devido às ilegalidades, torna-se muito mais flexível para aceitar descontos significativos (o famoso haircut).


Conclusão: O Caminho para a Recuperação


Ser um empresário endividado não é o fim da linha, mas sim um sinal de que a estratégia de gestão de passivo precisa mudar. A passividade diante das cobranças bancárias é o que leva à falência. A proatividade jurídica, por outro lado, é o que permite a sobrevivência e a retomada do crescimento.


No Naide Wolut Advogados, compreendemos que cada centavo economizado em uma revisão bancária é um centavo que retorna para a folha de pagamento, para o estoque e para o sustento da sua família. Atuamos com foco técnico em Direito Bancário e Empresarial, analisando cada contrato com a precisão necessária para equilibrar as forças contra as grandes instituições financeiras.


Sua empresa está enfrentando pressão bancária? Não assine renegociações sem antes entender os riscos ocultos. A equipe do Naide Wolut Advogados está à disposição para analisar sua situação e construir a melhor estratégia de defesa do seu patrimônio.


Gostaria de uma análise técnica dos seus contratos bancários ou quer saber como proteger sua empresa de bloqueios judiciais? Entre em contato conosco.

 
 
 

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